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Don’t complain, never explain!

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Vem aí bernarda! O “affair RTP” que rebentou esta semana parece-me coisa séria! Não tão só pelo que tenho lido, mas principalmente por aquilo que não vejo escrito. Seja o que for que “affair RTP” possa significar, estou certo que vem aí bernarda e a coisa vai ficar agreste para quem trabalha honestamente em televisão! Busco a pegada digital da gente bem posicionada na charneira deste problema. Andam todos por aqui, sabemos quem são. Não me estou a referir exclusivamente a quadros da RTP. Refiro-me a tantos outros. Ao people ligado aos players, ao comentário, às tutelas, às reguladoras, às produtoras, aos parceiros, aos agentes, aos opinion makers... A tanta gente que orbita neste universo nebuloso da “comunicação social” e nunca poupa tinta digital para matérias não contundentes. Mas agora... Estão calados! Claro, estão todos ao telefone. Garantir o futuro da folha do vencimento por lobby telefónico, é complicado Eles são o barómetro nesta câm...

Assim vai o mundo!

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Abril de 2012. Num destes dias a Ucrânia acordou assustada. Alguém tornou pública a declaração de rendimentos do presidente Yanukovich, apresentada recentemente às finanças. No item oitavo do equivalente a uma declaração de IRS, o cidadão Viktor Yanukovich, presidente da república da Ucrânia, declara ter recebido mais de 16 milhões de grívnias, a moeda local, o equivalente a 1,6 milhões de euros, em direitos de autor. Mais de milhão e meio de euros em royalties por textos publicados. Textos que são a compilação dos seus discursos públicos, coligidos pelos assessores. O montante daria para pagar várias vezes os direitos autorais de todos os artistas, escritores, poetas, dramaturgos e outros, da Ucrânia, durante vários anos. E ainda sobraria o suficiente para oferecer uma edição legal do Harry Potter a cada um dos 50 milhões de ucranianos. Num ambiente de democracia musculada algumas vozes têm vindo a público denunciar envergonhadamente que a cobrança pode ter sido “...

Eleições I - A noite em que os partidos voltaram a não perceber nada do que se está a passar

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É sempre bonito ver todos os partidos contentes, satisfeitos com o resultado eleitoral. Ontem, foi a noite em que toda a gente venceu, como explicou Ricardo Araújo Pereira, na SIC. O PSD venceu porque ganhou ao PS. O PS venceu porque sobreviveu às dificuldades. O Bloco de Esquerda venceu porque ultrapassou o PCP. A CDU venceu porque o PC vence sempre. O CDS venceu porque ganhou às sondagens. Contabilize-se também a vitória de 6 milhões de portugueses (200 milhões de europeus) que votaram... as urnas ao abandono. E sairam naturalmente vencedoras as mentes hipócritas que acham que não votar é sinal de ignorância, de irresponsabilidade e apropriado a quem não tem preocupações sociais. Venceram, porque são invencíveis na presunção e no convencimento. Nenhum argumento conseguirá demovê-los. Cabeças destas são o maior estímulo ao incremento da abstenção. Haverá diferentes razões para a abstenção. Uma delas traduz um veemente voto de protesto. Protesto contra a actuação de políticos e partido...

A Ferramenta

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Todos os dias é utilizado por milhões de pessoas para alterar a realidade – transformá-la naquilo que os olhos querem ver. Para muita gente é um instrumento permanente de trabalho por isso lhe chamam ferramenta. Retocar, recriar, inventar, mudar, alterar, retirar, aumentar, renovar... é interminável a lista de verbos regulares que se podem ajustar aos pequenos gestos que fazem a rotina do utilizador de Photoshop . Nas mãos do fotógrafo, sonhador, refazem-se sombras, removem-se acnes e rugas e muitas jovens modelo, candidatas à perfeição, vêem a celulite sumir-se das suas fotos de portfolio . Nas mãos do gráfico, cismático, compõem-se colagens e fotomontagens, construindo narrativas que, apenas com palavras, não se poderiam contar. Nas mãos do publicista, finório, desenham-se bolhas de condensação, tentadoras, que nascem do seco das embalagens haurindo-nos a sede e o desejo. Nas mãos do director de campanha, demagogo, apagam-se detalhes indesejados do fácies cansado do político, retiram...