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Super Putaria Nacional

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A história que se segue é verdadeira. Passou-se comigo nos anos 70. Em casa dos meus pais, junto à janela da sala que dava para as traseiras, havia uma mesa de design inigualável, que incorporava a televisão. O aparelho, um verdadeiro luxo, “com muito bom som e uma imagem muito clarinha” como elogiavam os vizinhos, vivia pousado numas pernas aflitivamente esguias, porque assim o determinava o gosto da época, e convivia com um naperon e uma peça de loiça decorativa na prateleira de baixo, nada mais. Da sóbria carcaça do móvel televisor sobressaiam meia dúzia de botões – o On/Off, o Som, o Claro/Escuro, e uma botoeira em sequência, para comutação de canais (VHF e UHF), já preparada para um total de seis estações. Não havia comandos nem controlo remoto. Talvez porque não tivessem ainda sido inventados, nem fariam sentido. O país satisfazia-se com dois canais de televisão – aliás, um e meio, porque o “segundo” só emitia a certas horas. Mudar de canal era uma co...

O Juiz Decide

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Seis meses depois da data que determinou o início oficial das emissões de televisão digital terrestre (TDT), nada está feito. A PT afirma ter aberto, aqui e alí, a “torneira” do sinal digital, mas nem uma pinga de conteúdos TDT corre nas casas dos consumidores. Portugal, sempre tão animado pelos choques de inovação tecnológica senta-se, nesta matéria, na fila de trás do comboio europeu, arriscando-se a falhar o calendário comunitário. A entidade reguladora é directamente culpada dos maus préstimos no “tratamento” do concurso público, e os comissários que nela prestam serviço deveriam, em tempo, ser chamados aos tribunais para responder pelos danos que as “suas” decisões políticas provocaram aos espectadores, aos investidores do sector audiovisual (*), aos técnicos, aos criativos e autores que vêm na Telecinco a esperança de ressurgimento do mercado adormecido e viciado (em jeito de cartel) pelos actuais players. À falta de melhor interlocutor foi o tribunal que agora veio dar razão à T...

Michael Jackson

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As redes sociais Twitter e Facebook foram as primeiras - as mais rápidas - fontes de divulgação da morte de Michael Jackson. 25 de Junho, quase meia-noite, hora de Portugal - a CNN ainda anuncia o estado de coma de Michael Jackson, hesitando na confirmação da morte do artista, já na Wikipédia tinha sido actualizada a página biográfica do "rei da pop" com os dados da sua morte. Ficam os factos para reflexão.

Que descanse em paz

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A notícia da morte de Bénard da Costa chegou-me via twitter. A informação relevante ou de última hora chega-me habitualmente online. Prefiro o acesso online à comunicação porque é mais eficaz – mais rápido, mais completo, mais simples. E pode ser gerido por mim. Gradualmente, sem me aperceber, vou alterando os hábitos de consumo, e os culturais. Por isso compro menos jornais e raramente vejo televisão. A notícia da morte de Bénard da Costa chocou-me, deixou-me triste. Era um chato, às vezes, mas eu gostava dele, respeitava-o intelectualmente. Eu sei que não é o elogio fúnebre apropriado mas tenho que o dizer: eu via o Bénard como o óleo de fígado de bacalhau, muito bom, enriquecedor, mas um pouquinho intragável. Aprendi muito com ele, desde cedo... lembro-me do Tempo e o Modo. O que eu não imaginava é que também haveria de aprender com ele no acto da sua retirada de cena. Quando, pelo twitter, tomei conhecimento do falecimento, tive também a consciência de que já pouco me serviam os ca...

Twiteiros...

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Nesta febre viral das redes sociais tem-me acontecido criar amizades (seguir e ser seguido) por gente que nunca teria pensado juntar no meu círculo de amigos. Bush, Obama, Sócrates, Bin Laden, a Senhora de Fátima, Oprah, Sara Palin, Richard Branson, Mário Soares e Paris Hilton, são alguns dos meus compinchas twiteiros com quem me sinto “tu cá, tu lá” nesta coisa de mandar recados e do ké ke tás a fazer ? A característica epidémica da rede ajuda a que se aceda facilmente a novas amizades, que são os amigos dos nossos amigos e assim sucessivamente. Foi nesta circunstância que encontrei o martimavillez , nick para Martim Avillez, com fotografia condizente e bio que anunciava: journalist last 16 years, now publisher to Lena Comunicação – era ele, sem dúvida. Cliquei entusiasmado. Não porque o quisesse provocar ou confrontar com as minhas opiniões teimosas sobre a qualidade, o alinhamento politico e o futuro do jornal que dir-i-ge, mas apenas porque o queria seguir – leia-se: o queria ouvi...

Para reflectir

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A frase é retirada de um mail mais longo que recebi, hoje, de um amigo. Quem a escreve é um professor que lecciona ciber-jornalismo numa universidade pública portuguesa: " ...tenho conversado com os jovens e costumo perguntar-lhes se vêem televisão. A resposta é sempre negativa ou então algo do tipo "ligo quando vou dormir". Um deles disse-me que "se a TV fosse na Internet seria mais fácil ver ". Fica aqui para reflexão.

Preocupo-me com o futuro porque é o sítio onde irei viver!

Não tenho a certeza mas penso que é de Woody Allen a frase (título do post ) que motiva o visionamento do documentário que aqui proponho. Acompanhe-se com um cosmopolitan, o cocktail mais adequado a uma hora de visionamento sem legendas.

...e não digam que não foram avisados!

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# v ideo kills the radio star # A corrida está renhida, mas a próspera e culta cidade de São Francisco, na Califórnia, (quatro milhões de habitantes - malha urbana), encontra-se bem posicionada para conseguir tornar-se " a primeira grande cidade americana sem um único jornal diário " - um estatuto sempre prestigiante num país que aprecia feitos absolutos. O San Francisco Chronicle , quase 150 anos de vida, agoniza pelas bancas da cidade, já (visivelmente) entregue a cuidados paliativos. E quando o jornal fechar, será que os leitores da cidade se irão entregar ao luto e à lamúria do defunto? - Nem pensar! Dizem mesmo que " o ppl com menos de trinta anos nem vai dar por isso! " Que comentário desapropriado!... Certamente proferido numa daquelas disparatadas reportagens de vox populi ? - Absolutely no way! Quem o disse, exactamente nestes termos, foi mesmo Gavin Newsom, o Mayor da cidade da Golden Gate , numa entrevista ao The Economist. A migração de públicos par...

A Evidência

Helen Milner Digital Inclusion The Evidence April 2009 National Digital Inclusion Conference London View more presentations from Helen Milner .

Venham os gentornalistas que Abril não está fácil

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Última semana de Abril, primeiros dias de Maio, jornada habitualmente marcada por outro tipo de agenda – a evocação das datas que celebram o ADN da nossa democracia. Abril não esperava que estes dias viessem a ser marcados por um conjunto de acontecimentos relevantes na área da comunicação social, mas foi isso que aconteceu... para o bem ou para o mal. Vejamos: A TDT 29 de Abril de 2009. Início formal, mas desastroso, da televisão digital terrestre em Portugal. Um serviço tecnológico novo que começa vazio, sem conteúdos. As três televisões, a PT, o governo, a ANACOM, a ERC, vão enganar o país. Vão mentir-nos dizendo que tudo está a funcionar como previsto. O país, sem informação crítica e perante um tema demasiado técnico, vai acreditar. A TDT começa mal. Vejamos algumas verdades que nos serão omitidas: 1 - O calendário português de implementação da televisão digital põe o país na cauda da Europa. Fazemos mal e tarde. Estamos no grupo da retaguarda, com a Letónia, Chipre e a Roménia, ...