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O empata-canais

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As declarações do ministro Augusto Santos Silva (ASS) acerca do esvaziamento do concurso público para o quinto canal de televisão são deselegantes e humilhantes para ambas as candidaturas derrotadas. Nem o projecto da Telecinco, nem o da Zon são "televisões de vão de escada", como acusou o ministro. O projecto Telecinco configura uma estação de televisão moderna com a envergadura das grandes televisões privadas generalistas. A proposta Zon2 traduz-se numa televisão menos ambiciosa, menos apropriada à classificação de "generalista", vocacionada para servir de montra promocional aos conteúdos do cabo, mas ainda assim, profissional, e adequada aos objectivos que a Zon definiu. Foram ambos feitos por equipas multi-disciplinares de profissionais da Comunicação e nenhum dos técnicos envolvidos merecia ser enxovalhado nesta fase de (temporária) derrota. Mas, claro, o problema não é dos candidatos ao quinto canal, é do ministro. ASS tem mau perder, e também não sabe comport...

As armas de destruição maciça da ERC

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Para excluir a TELECINCO, a ERC muniu-se de todas as armas. Mesmo aquelas de que apenas Durão Barroso e George Bush conhecem o paradeiro: as de destruição maciça. A mentira, ou melhor, a mãe de todas as mentiras, que consiste em trocar cirurgicamente um “sim” por um “não” foi uma das tácticas de Azeredo Lopes. E isto, pasme-se, no texto de uma Resolução do Conselho de Ministros publicada no Diário da República. Sabemos como é fácil manipular argumentos e matéria subjectiva. Mas o esmero e o empenho persecutório da ERC foram mais longe. Veja-se este exemplo: - O Conselho de Ministros determinou a 17 de Março , com publicação no Diário da República, que a cobertura do território nacional (para a Televisão Digital Terrestre) será de 100% no final de 2010 . - A 23 de Março, a ERC delibera a exclusão da TELECINCO com o seguinte fundamento: nos primeiros anos de funcionamento do novo canal, (leia-se, final de 2010, 2011 e 2012, caso a licença fosse atribuida já nos próximos meses) não é tecn...

O jogo de amanhã

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Esta noite o Jornal da Noite da SIC dedicava longuíssimos minutos do alinhamento à notícia que não o é - só será notícia amanhã - o jogo Benfica-Sporting, final de uma taça que também não é - nem Taça de Portugal nem Campeonato. Foram minutos intermináveis de reportagens, directos, comentários, entrevistas, acerca do estádio que ainda está vazio, dos preparativos da polícia para o estádio cheio, da taça (objecto inerte) à espera de dono, das interrogações sobre a lesão do jogador A e as teorias do treinador B. Vida e paixão do espectáculo de amanhã - uma construção dramática do nada, uma ansiedade colectiva montada teatralmente. Tudo graficamente enquadrado pela frase, em rodapé, e em permanência, mais promocional do que informativa: “Amanhã às 19:45... tem transmissão em directo na SIC”. Três jornalistas no terreno num “ping pong de informação”. Um dos reporteres, jornalista com a carteira profissional nº ___5, captado pela câmara de um repórter de imagem igualmente detentor de cartei...

O Mundo é um lugar estranho I - Association of Dead People

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More than 10,000 people, falsely declared dead in northern India by greedy relatives and corrupt officials in order to steal their land, are trying desperately to prove that they are really alive. Fifty of the "dead" staged a protest last week by shaving their heads in front of the state assembly building in Lucknow, the capital of Uttar Pradesh state. "The state refuses to accept that they are alive," said Lal Bihari Mritak, secretary of a pressure group, the Association of the Dead. "If it did, it would mean altering the district revenue records and restoring to them their properties, which is something that dishonest officials oppose." Lal Bihari added Mritak (meaning "dead" in the local language) to his name in 1980 after he was a victim of the long-practised land swindle in the densely populated and backward state, where many people subsist on small holdings. He fought for eight years to be declared alive again, and a Bombay producer now pla...

Clarice Lispector

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"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

Obrigado branco Zé Mário por...

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... Ávida violência Reverso de inocência Sal da inconsciência Que há no mar Império tão pequenino De portulano caprino Bolsas de sina e de sino Em cada mão Pátria imaginária De consistência vária Afirmação diária Do teu não As malas dos portugueses São como os olhos das rezes Que se mastigam três vezes Em cada chão Cândida ignorância Grande desimportância Os frutos da errância Já lá vão ...