sexta-feira, maio 15, 2009

...e não digam que não foram avisados!

# video kills the radio star #

A corrida está renhida, mas a próspera e culta cidade de São Francisco, na Califórnia, (quatro milhões de habitantes - malha urbana), encontra-se bem posicionada para conseguir tornar-se "a primeira grande cidade americana sem um único jornal diário" - um estatuto sempre prestigiante num país que aprecia feitos absolutos.
O San Francisco Chronicle, quase 150 anos de vida, agoniza pelas bancas da cidade, já (visivelmente) entregue a cuidados paliativos.
E quando o jornal fechar, será que os leitores da cidade se irão entregar ao luto e à lamúria do defunto?
- Nem pensar!
Dizem mesmo que "o ppl com menos de trinta anos nem vai dar por isso!"
Que comentário desapropriado!... Certamente proferido numa daquelas disparatadas reportagens de vox populi?
- Absolutely no way!
Quem o disse, exactamente nestes termos, foi mesmo Gavin Newsom, o Mayor da cidade da Golden Gate, numa entrevista ao The Economist.
A migração de públicos para os novos media é uma realidade inquestionável.

Postei aqui, recentemente, as ideias agourentas de Michael Wolff sobre a morte dos jornais tradicionais e as "virtudes" do seu News Aggregator cujo sugestivo lema é... - arrepia-me escrevê-lo, mas cá vai - Read Less, Know More.

Ok, adiante... estão a ver o gráfico acima?
Vejam para onde vão as barrinhas. Onde se cruzam. Em que direcção se desenvolvem.
Então, do que é que estamos à espera?
Se sabemos de onde vimos e para onde vamos, por que é que não vamos já?
É esse pragmatismo, esse desprendimento face aos tropeções da vida, que estes Yankees são bons a gerir... e que, a nós, nos faz tanta falta.
Como eles são pragmáticos a superar obstáculos!
Que ingrato constatar que, quer do lado de lá, pela Gonden Gate, quer do lado de cá, pela Brooklyn Bridge, são sempre eles, ao fim ao cabo, quem melhor incorpora a nossa asserção poética de "a ponte é uma passagem, para a outra margem!"

Vocês aí, estão à espera de quê para se mexerem?...
Já lhes fiz o desenho... agora querem o quê? Um estudo económico?

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